sábado, 13 de novembro de 2010

Encontro. part 7

Enquanto íamos ao final da galeria para poder pegar alguns quadros para colocar em exposição, ia fazendo um breve resumo a ela: - Nos conhecemos a um tempinho, mas nunca havia nos encontrado, só que percebi que aquela “amizade” estava saindo um pouco dos padrões de uma amizade, então concordamos em nos encontrar, e aí estamos, confesso que eu imaginava uma pessoa completamente diferente, fisicamente. Mas acabei me surpreendendo, ele é muito melhor do que imaginei. - Realmente ele é lindo – Ela disse sorrindo, tentando me provocar. Eu sorri e dei um tapinha nela brincando, pegamos uns quadros e quando voltamos, ele estava em cima de uma escada trocando a lâmpada que estava queimada , paramos diante daquela situação e começamos a admira-lo e a rir, pois a situação merecia um pouco de risos. Ao perceber que estávamos paradas diante dele, ele desceu da escada, batendo as palmas das mãos, as limpando e sorrindo meio sem jeito dizendo: - Desculpe, só estava tentando ajudar. Coçou um pouco a cabeça, pois ainda estava meio sem jeito, a Nanda riu e disse: - Que isso, não precisava, obrigada, eu estava precisando de um homem mesmo para poder me ajudar aqui na galeria, pois tenho um evento grande amanhã e ainda tenho um monte de coisas para fazer. Enquanto eu ajeitava os quadros e escutava a conversa dos dois, percebi que ele estava mesmo interessado no assunto e o ouvi dizer: - Se quiser uma ajudinha, eu posso ajudar. A não ser que a Lê, se incômoda. Olhei para ele sorrindo, e disse: - Claro que não me incomodo! Aqui é um dos meus lugares favoritos, a Nanda é uma amigona minha, acho que podemos ficar um pouco, claro que se não for atrapalhar. Ela me abraçou sorrindo e disse baixo para que somente eu pudesse escutar: - Obrigada você é um anjo. Eu sorri e disse: - Quê nada, você sabe o quanto eu amo este lugar, o quanto você é importante para mim, sabe que não a deixaria na mão. E então, o que temos que fazer? Ela ainda sorria, eu amava ver ela feliz daquela forma, mas meus olhos ainda não se desprendiam de meu amado, parecia imã, ela percebeu claro, e disse: - Lê, me ajuda a posicionar os quadros; como você é bem perfeccionista vai me ajudar a colocá-los em sintonia. E você meu anjo, qual seu nome? - Gustavo! - Hum... Belo nome! Então, já que você já trocou a lâmpada. – risos- Agora, se não for pedir muito tem como você me ajudar a trazer umas coisas pesadinhas que tem lá no fundo? - Claro sem problemas, você me mostra onde é que eu vou lá buscar. Eu ficava o admirando, pois a cada minuto me encantava com ele, era uma pessoa admirável, todos que o viam ficavam impressionados com a beleza, e quando o conheciam ficavam mais ainda pela pessoa maravilhosa que ele era. A Nanda estava desfrutando muito da presença de meu amado, eu ria muito com ela tentando me provocar. - Só me seguir meu anjo. – Ela disse dando uma olhadinha para mim e fazendo um biquinho. Eu fiquei ali na frente arrumando os quadros, colocando tudo em seu devido lugar, e quando finalizei encostei-me ao balcão da recepção esperando eles voltarem com as outras coisas, mas tive uma enorme surpresa quando vi a porta se abrir e encontrar meu ex entrando. Estranhei obviamente, não entendia o que aquela pessoa estava fazendo ali, naquele exato momento. Não sabia muito que fazer, então tentei disfarçar, dando as costas para a porta e olhando o quadro que estava atrás do balcão. Claro que a idéia não deu muito certo, pois ele já tinha me visto, veio em minha direção, parou perto do balcão e disse: - Desculpe-me, estou a procura de um quadro. Eu me virei e olhei para ele fingindo estar surpresa, ele também fingiu estar surpreso e eu disse: - O que deseja?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Encontro. part. 6

Seus lábios eram deliciosos, suas mãos me seguravam com muita firmeza, me passando confiança, meu coração se acalmava, meus olhos não queriam se abrir, minha cabeça não queria nunca esquecer aquele momento maravilhoso. Seus lábios eram dóceis, sua língua se arrolava com a minha numa brincadeira vagarosa e eu havia encontrado a minha felicidade. Estar com ele era muito bom, poder beijá-lo era melhor ainda e poder amá-lo era maravilhoso, era algo sem definição. Estávamos em um momento tão íntimo que nem pude mais sentir-me tímida, não sentia mais a fervura em minha face, a não ser pelo sol que naquela tarde brilhava como nunca havia brilhado, os pássaros cantavam com uma intensidade inimaginável e aposto que naquela tarde, o mar esquecia sua bravura e acalmava-se. Aquela tarde, aquele momento, onde tudo parecia ser único, ser muito melhor, onde a vida me proporcionava algo que nunca tinha me proporcionado antes, onde meu coração se alegrava de forma estranha para mim. Dava adeus ao garçom e o agradecia pela atenção, pois tínhamos decidido ir dar uma voltinha pela praça e enquanto andávamos, ele pegou em minha mão e mais uma vez nossas mãos se encontravam em perfeita harmonia, se encaixando perfeitamente, entrelaçando os dedos e eu sorria. Continuávamos a andar até que eu sugeri que fossemos a galeria de artes de uma grande amiga minha, já que tínhamos interesse em muitas coisas em comum. Chegando lá, encontrei minha amiga, ela estava começando a trocar os quadros, pois na noite seguinte iria ter um grande evento apresentando sua nova coleção, ao ver que ela estava precisando de ajuda disse: - Você quer uma ajudinha Nanda? Ela sorriu e me chamou de canto, havia estranhado a grande presença de meu amor, enquanto ele olhava as maravilhosas obras dela, íamos em direção contraria, pois ela queria saber os mínimos detalhes de quem seria aquele ser que marcava a maior presença em sua galeria. (cont. prox. post)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Encontro. part 5

Eu sorri, fixando meus olhos aos dele, ele também sorria, e ficamos alí parados por alguns intantes olhando um para o outro, até que me dei conta e desviei o olhar olhando para o cardapio e dando um gole em meu sakê, pude perceber que ele ainda me olhava fixamente, eu não queria encara-lo estava tímida, sua cadeira se aproximou de mim, senti meu coração acelerar, sua mão estava começando a soar, sua cadeira se aproximava mais e continuou a se aproximar até encostar em minha cadeira, eu suavemente levantei o olhar direcionando-o para ele, e sua face se encontrava com a minha, pude sentir sua respiração bater em minha bochecha, eu fechei os olhos, querendo me entregar a aquele sentimento, e susurrei ao ouvido dele.
 - Sente o que você faz comigo.
Peguei sua mão e encostei próximo ao meu coração para que ele pudesse sentir,abri os olhos por alguns instantes para ver a reação dele, só que ele estava também de olhos fechados, então novamente fechei meus olhos, e senti a respiração dele mais próxima de mim quando ouvi um sussuro em meu ouvido dizendo.
 - Sente o que você faz comigo.
Seus lábios meio humidecidos encostaram em minha face, em minha bochecha e assim foi seguindo até encontrarem o caminho de meus lábios que se encontravam um pouco tremulos, pois estavam sedendo aos dele, meu coração continuava acelerado, nossas mãos voltaram a mesa e nossos dedos cruzaram, seus lábios que alí estavam parados encostados aos meus também estavam um pouco tremulos, e quando pensei em desviar daquele beijo, sua mão outra mão me prendeu por tras de minha cabeça, ela massageava meus cabelos, e assim me rendi ao meu amado.
Nossos labios entraram em harmonia e se entrelaçavam vagarosamente em um beijo deliciosamente apaixonado.Sua mão os poucos paravam de acariciar meus cabelos, fazendo me sentir mais solta, assim dando-me a liberdade de parar por alguns intantes aquele maravilhoso beijo, encostando minha testa a dele ainda dando alguns selinhos e finalizando com um sorriso dizendo:
 - Agora sim, você fez por merecer.
Não pude ver a reação dele, pois ainda estava de olhos fechados, aquele momento foi tão unico que não queria tira-lo da minha cabeça de forma nenhuma. Mas confesso que estremeci um pouco ao ouvir a voz dele e me acalmar quando terminou a frase:
 - Por que não disse antes, ja tinha feito por merecer antes mesmo de ouvir a sua voz.
Eu sorri e novamente nossos lábios se encontraram em um beijo apaixonado.
(cont. no prox. post)