terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Despedida

Ultimamente meu coração anda parado demais, batendo lentamente, como se estivesse se arrastando dentro do meu peito. Já é o fim do dia, mas é apenas o começo de uma imensa e lenta semana. Alguma coisa em mim me dá uma sensação de aperto contendo tristeza. Não consegui fazer nada, apenas pensar em coisas sem nexo, que faziam com que nem ao menos um raio de luz entrasse. Acordei com o céu já escuro, sem luz. Sentia uma vontade de gritar, de dizer o que penso, o que quero, o que gosto. Mas simplesmente não posso, não tenho coragem o suficiente, acabo por ficar no meu refúgio, arrependida por não ter agido como devia, discutindo com as paredes, as únicas que eu sabia, não iria contestar nada que eu dissesse, do que escolhesse. Aos meu queridos leitores, aqui deixo o meu adeus.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Encontro. part. 8


E ele disse:
- Um quadro com a foto de uma linda mulher com os olhos claros, cabelos loiros, meio baixinha, com um rosto bem angelical.
 Eu sorri meio sem graça, pois o passado tornava a perturbar , e respondia com um tom um pouco envergonhado.
- Sinto muito, mas este quadro ainda não tem, que tal procurar em outra galeria?
- Seria um desperdício, pois a imagem que procuro está bem aqui na minha frente  – Ele dizia com um sorriso meio sarcástico.
Eu não sabia onde enfiar a cara, pois aquele ser que estava ali havia passado tempo de mais comigo, ele sabia perfeitamente como me deixar envergonhada, como fazer surgir um sorriso faceiro em minha face, como me irritar, sabia muita coisa sobre minha pessoa. Enquanto conversava com ele, podendo incluir nesta conversa algumas risadas e muitas gargalhadas o Gustavo chegava com umas caixas pesadas.
- Lê, já estava com saudades. – Disse ele sorrindo, eu correspondi aquele maravilhoso sorriso, mas pude perceber que a fisionomia de seu rosto havia mudado quando via aquele cara que estava ali, bem na minha frente, separado apenas pelo balcão. Logo em seguida surgia a Nanda com a camisa do Gustavo em uma mão e um pouco de detergente na outra, vindo em direção a ele dizendo:
- Gustavo, eu to conseguindo limpar, vê se esta ficando de seu agrado.
E quando percebeu a presença do André já havia levado um susto, pois fazia muito tempo que não via aquela pessoa, e digamos que ela tinha certo rancor dele, pois temos uma ligação muito forte e uma das pessoas que mais sentiu o que ele já tinha feito comigo foi ela. A única reação que conseguia esperar dela era que tirasse o Gustavo daquele local o mais rápido

sábado, 13 de novembro de 2010

Encontro. part 7

Enquanto íamos ao final da galeria para poder pegar alguns quadros para colocar em exposição, ia fazendo um breve resumo a ela: - Nos conhecemos a um tempinho, mas nunca havia nos encontrado, só que percebi que aquela “amizade” estava saindo um pouco dos padrões de uma amizade, então concordamos em nos encontrar, e aí estamos, confesso que eu imaginava uma pessoa completamente diferente, fisicamente. Mas acabei me surpreendendo, ele é muito melhor do que imaginei. - Realmente ele é lindo – Ela disse sorrindo, tentando me provocar. Eu sorri e dei um tapinha nela brincando, pegamos uns quadros e quando voltamos, ele estava em cima de uma escada trocando a lâmpada que estava queimada , paramos diante daquela situação e começamos a admira-lo e a rir, pois a situação merecia um pouco de risos. Ao perceber que estávamos paradas diante dele, ele desceu da escada, batendo as palmas das mãos, as limpando e sorrindo meio sem jeito dizendo: - Desculpe, só estava tentando ajudar. Coçou um pouco a cabeça, pois ainda estava meio sem jeito, a Nanda riu e disse: - Que isso, não precisava, obrigada, eu estava precisando de um homem mesmo para poder me ajudar aqui na galeria, pois tenho um evento grande amanhã e ainda tenho um monte de coisas para fazer. Enquanto eu ajeitava os quadros e escutava a conversa dos dois, percebi que ele estava mesmo interessado no assunto e o ouvi dizer: - Se quiser uma ajudinha, eu posso ajudar. A não ser que a Lê, se incômoda. Olhei para ele sorrindo, e disse: - Claro que não me incomodo! Aqui é um dos meus lugares favoritos, a Nanda é uma amigona minha, acho que podemos ficar um pouco, claro que se não for atrapalhar. Ela me abraçou sorrindo e disse baixo para que somente eu pudesse escutar: - Obrigada você é um anjo. Eu sorri e disse: - Quê nada, você sabe o quanto eu amo este lugar, o quanto você é importante para mim, sabe que não a deixaria na mão. E então, o que temos que fazer? Ela ainda sorria, eu amava ver ela feliz daquela forma, mas meus olhos ainda não se desprendiam de meu amado, parecia imã, ela percebeu claro, e disse: - Lê, me ajuda a posicionar os quadros; como você é bem perfeccionista vai me ajudar a colocá-los em sintonia. E você meu anjo, qual seu nome? - Gustavo! - Hum... Belo nome! Então, já que você já trocou a lâmpada. – risos- Agora, se não for pedir muito tem como você me ajudar a trazer umas coisas pesadinhas que tem lá no fundo? - Claro sem problemas, você me mostra onde é que eu vou lá buscar. Eu ficava o admirando, pois a cada minuto me encantava com ele, era uma pessoa admirável, todos que o viam ficavam impressionados com a beleza, e quando o conheciam ficavam mais ainda pela pessoa maravilhosa que ele era. A Nanda estava desfrutando muito da presença de meu amado, eu ria muito com ela tentando me provocar. - Só me seguir meu anjo. – Ela disse dando uma olhadinha para mim e fazendo um biquinho. Eu fiquei ali na frente arrumando os quadros, colocando tudo em seu devido lugar, e quando finalizei encostei-me ao balcão da recepção esperando eles voltarem com as outras coisas, mas tive uma enorme surpresa quando vi a porta se abrir e encontrar meu ex entrando. Estranhei obviamente, não entendia o que aquela pessoa estava fazendo ali, naquele exato momento. Não sabia muito que fazer, então tentei disfarçar, dando as costas para a porta e olhando o quadro que estava atrás do balcão. Claro que a idéia não deu muito certo, pois ele já tinha me visto, veio em minha direção, parou perto do balcão e disse: - Desculpe-me, estou a procura de um quadro. Eu me virei e olhei para ele fingindo estar surpresa, ele também fingiu estar surpreso e eu disse: - O que deseja?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Encontro. part. 6

Seus lábios eram deliciosos, suas mãos me seguravam com muita firmeza, me passando confiança, meu coração se acalmava, meus olhos não queriam se abrir, minha cabeça não queria nunca esquecer aquele momento maravilhoso. Seus lábios eram dóceis, sua língua se arrolava com a minha numa brincadeira vagarosa e eu havia encontrado a minha felicidade. Estar com ele era muito bom, poder beijá-lo era melhor ainda e poder amá-lo era maravilhoso, era algo sem definição. Estávamos em um momento tão íntimo que nem pude mais sentir-me tímida, não sentia mais a fervura em minha face, a não ser pelo sol que naquela tarde brilhava como nunca havia brilhado, os pássaros cantavam com uma intensidade inimaginável e aposto que naquela tarde, o mar esquecia sua bravura e acalmava-se. Aquela tarde, aquele momento, onde tudo parecia ser único, ser muito melhor, onde a vida me proporcionava algo que nunca tinha me proporcionado antes, onde meu coração se alegrava de forma estranha para mim. Dava adeus ao garçom e o agradecia pela atenção, pois tínhamos decidido ir dar uma voltinha pela praça e enquanto andávamos, ele pegou em minha mão e mais uma vez nossas mãos se encontravam em perfeita harmonia, se encaixando perfeitamente, entrelaçando os dedos e eu sorria. Continuávamos a andar até que eu sugeri que fossemos a galeria de artes de uma grande amiga minha, já que tínhamos interesse em muitas coisas em comum. Chegando lá, encontrei minha amiga, ela estava começando a trocar os quadros, pois na noite seguinte iria ter um grande evento apresentando sua nova coleção, ao ver que ela estava precisando de ajuda disse: - Você quer uma ajudinha Nanda? Ela sorriu e me chamou de canto, havia estranhado a grande presença de meu amor, enquanto ele olhava as maravilhosas obras dela, íamos em direção contraria, pois ela queria saber os mínimos detalhes de quem seria aquele ser que marcava a maior presença em sua galeria. (cont. prox. post)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Encontro. part 5

Eu sorri, fixando meus olhos aos dele, ele também sorria, e ficamos alí parados por alguns intantes olhando um para o outro, até que me dei conta e desviei o olhar olhando para o cardapio e dando um gole em meu sakê, pude perceber que ele ainda me olhava fixamente, eu não queria encara-lo estava tímida, sua cadeira se aproximou de mim, senti meu coração acelerar, sua mão estava começando a soar, sua cadeira se aproximava mais e continuou a se aproximar até encostar em minha cadeira, eu suavemente levantei o olhar direcionando-o para ele, e sua face se encontrava com a minha, pude sentir sua respiração bater em minha bochecha, eu fechei os olhos, querendo me entregar a aquele sentimento, e susurrei ao ouvido dele.
 - Sente o que você faz comigo.
Peguei sua mão e encostei próximo ao meu coração para que ele pudesse sentir,abri os olhos por alguns instantes para ver a reação dele, só que ele estava também de olhos fechados, então novamente fechei meus olhos, e senti a respiração dele mais próxima de mim quando ouvi um sussuro em meu ouvido dizendo.
 - Sente o que você faz comigo.
Seus lábios meio humidecidos encostaram em minha face, em minha bochecha e assim foi seguindo até encontrarem o caminho de meus lábios que se encontravam um pouco tremulos, pois estavam sedendo aos dele, meu coração continuava acelerado, nossas mãos voltaram a mesa e nossos dedos cruzaram, seus lábios que alí estavam parados encostados aos meus também estavam um pouco tremulos, e quando pensei em desviar daquele beijo, sua mão outra mão me prendeu por tras de minha cabeça, ela massageava meus cabelos, e assim me rendi ao meu amado.
Nossos labios entraram em harmonia e se entrelaçavam vagarosamente em um beijo deliciosamente apaixonado.Sua mão os poucos paravam de acariciar meus cabelos, fazendo me sentir mais solta, assim dando-me a liberdade de parar por alguns intantes aquele maravilhoso beijo, encostando minha testa a dele ainda dando alguns selinhos e finalizando com um sorriso dizendo:
 - Agora sim, você fez por merecer.
Não pude ver a reação dele, pois ainda estava de olhos fechados, aquele momento foi tão unico que não queria tira-lo da minha cabeça de forma nenhuma. Mas confesso que estremeci um pouco ao ouvir a voz dele e me acalmar quando terminou a frase:
 - Por que não disse antes, ja tinha feito por merecer antes mesmo de ouvir a sua voz.
Eu sorri e novamente nossos lábios se encontraram em um beijo apaixonado.
(cont. no prox. post)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Encontro - Part. 4

Quando chegamos a praça de alimentação, ele foi completamente educado e cavaleiro. Puxou minha cadeira para que eu pudesse sentar e pela primeira vez eu havia ganhado uma flor de alguem do sexo oposto. Seus lindos olhos ainda brilhavam e os meus quase saíam lagrimas de felicidade, o sorriso nao abandonava minha face e suas bobagens me enchiam de alegria, até que o garçom chegou:
          - O que o lindo casal deseja?
Eu fiquei tão vermelha ao ouvir a palavra "Casal" que cheguei a abaixar minha cabeça e dar um sorriso meio sem graça, respirei fundo e olhei diretamente para ele, sua mão tocou a minha e ele perguntou:
          - Você quer beber sake?
Eu balancei a cabeça dizendo que sim, ele sorriu dirigindo a palavra ao garçom que ainda estava alí no aguardo de uma resposta.
         - Traga-nos sake e o cardápio, por favor.
O garçom se foi e ele continuou com suas palhaçadas que tanto me faziam rir; não demorou muito e o garçom voltou trazendo o que ele havia pedido.
         - O casal deseja mais alguma coisa?
Eu novamente dei um sorriso meio sem graça, ele sorriu e apertou forte a minha mão, olhou para mim esperando que eu desse uma resposta:
         - Por enquanto não, obrigada.
O garçom se foi e ficamos alí, um olhando para o outro, e antes que eu pudesse iniciar um assunto, ele disse:
         - Por que é tão timida, cora tão facilmente?
Eu sorri e o respondi:
        - Não sei bem o porque, mas é que sou assim desde pequena, sempre me escondi atras de meus pais quando alguem me olhava, eu nunca fui de ficar dando sorrisinho para os outro, entende?
        - Eu adoro ver suas bochechas avermelhadas, você fica mais linda ainda - Ele disse.
Eu abaixei a cabeça, pois novamente senti a fervura em minha face, ele começou a rir da situação, e minhas bochechas continuavam vermelhas, quando olhei para ele, ele começou a acariciar minha mão que continuava debaixo da sua e disse:
       - Você é linda!

(cont. no prox. post)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Encontro. - part 3


Enquanto andavamos em direção a praça de alimentação, ele parou no meio do caminho; eu por algum motivo desconhecido me afastava enquanto ele tentava se aproximar, até que sentir-me encostar em algo concreto e gelado, me senti encurralada pois ele me prendeu entre seus braços e a parede, encostou sua testa na minha, suas mãos estavam apoiadas na parede, me prendendo alí naquele local; olhou fixamente em meus olhos e praticamente susurrou, somente para eu ouvir:
           - Não aguento mais, queros seus lábios nos meus!
Eu senti uma fervura em minha face e pude perceber que estava completamente corada, a minha reação como sempre foi ficar assustada com tal atitude inesperada, me assustei mais ainda quando seus braços que me prendiam se abaixaram, seus olhos que estavam fixos nos meus foram diretamente fechados e ele se afastou dizendo:
            - Desculpe, não consegui me controlar.
Ele olhou novamente para mim pegou minha mão esquerda a segurou e continuou:
            - Mas é que você meche muito comigo...
Antes que ele finalizasse a frase, eu levemente encostei meu dedo indicador em seus rosados lábios, impedindo-o de falar e tomei a palavra:
            - Você deseja um beijo meu?
Ele somente balançou a cabeça dizendo que sim, eu sorri e disse:
            - Então faça por merecer!
Ele retribuiu o sorriso e me abraçou, nesse abraço, acho que ele pode sentir o bater do meu coração um pouco mais arritimado e um ronco vindo da minha barriga; ele me puxou rápidamente; como da outra vez e disse:
            - Veenha! Vamos comer comida Oriental.
Ainda com o sorriso no rosto, eu fui no impulso e disse bricando:
            - HUUUM! ADOOGO!

(cont.no prox. post)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Encontro. part 2

Tamanha felicidade não me cabia, eu não conseguia mais me conter e meus olhos ainda estavam fixados nele, meu desejo havia sido realizado. Ele sorria palavras ainda me faltavam, só sabia retribuir tal maravilhoso sorriso, que me iluminava. Naquele momento, só existia ele e eu, naquele momento, meu mundo era ele e eu, meu coração, coitado, já tinha se cansado de tanto bater forte, que agora se continha. Ao ficar naquele silêncio que acabava comigo, sobrepus minha mão sobre o ombro dele e me aproximei, ainda estava boba, ao fazer isso, ele puxou minha mão e colocou sobre seu peito e disse: - Olha o que você faz comigo! Pude não só sentir como também pude ouvir seu coração acelerado, eu rapidamente corei, dei um sorriso de canto e disse: - Você também faz isso comigo. Ele deu um leve aperto em minha mão, eu ainda estava fascinada com aquela linda figura que, diga-se de passagem, tinha a maior presença, meu pescoço até doía de tanto ficar posicionado um pouco para cima, sou baixinha, qualquer um é mais alto que eu. De repente ouve-se um barulho estranho vindo de mim, eu fiquei tentando entender da onde tinha surgido aquele barulho, até que ele colocou a mão sobre minha barriga e perguntou se eu estava com fome; fiquei um tanto envergonhada pelo barulho horrível, minhas bochechas ainda estavam coradas, e então me lembrei que de tanta ansiedade não tinha conseguido comer esta manhã. Ainda meio sem jeito, eu balancei a cabeça para cima e para baixo, dizendo que sim e sem perceber ele já havia me puxado e eu estava andando de mãos dadas com ele, eu ria sem parar, estava muito feliz, tudo o que eu queria tudo o que eu desejava, a minha vida estava ali andando comigo de mãos dadas. (cont. no prox. post)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Encontro. part 1



Eu não conseguia, nem podia tirar meus olhos dele, estava séria, mas sábia que meus olhos brilhavam de alegria, seu rosto era suave como uma pétala de uma rosa, seus olhos tinham um brilho sem fim e a cor avelã, era tão viva, que me fascinava. Não conseguia piscar, não conseguia fazer nada, estava completamente paralisada sobre aquela figura magnífica que estava ali parado na minha frente com um sorriso tão radiante.
Ele se aproximou, e com sua voz que entrava em mim como uma melodia de uma sinfonia de Beethoven dizendo:
- Isso é real?
 Eu continuava paralisada diante dele, tinha algo a dizer, mas não saia nada. Ele continuou a se aproximar, encostou sua mão em minha face e assim acabei fechando meus olhos, sentia que meu coração fosse sair pela boca de tanto que batia, e ele continuou se aproximando, até que eu pude sentir sua respiração, eu continuava sem reação, estava com tanto medo de estragar o momento que continuei da mesma forma.
Pude perceber que sua boca ia em direção ao meu ouvido esquerdo, e ali mais uma vez, o ouvi dizer:
- Agora eu sei que é real.
Meus olhos se abriram rapidamente, meu coração batia mais forte que antes, e me sentia vermelha como um pimentão. Eu me afastei tão rápido que ele ficou sem entender e eu também, nenhum de nós dois havia percebido o porquê daquela minha atitude tão repentina, eu não conseguia mais olhar para ele, meus olhos se fixaram no chão, estava tão envergonhada e frustrada também, até que eu ouvi risos, entranhei obviamente, quando ergui minha cabeça; lá estava ele, perto de mim mais uma vez rindo.
Fiquei sem entender, será que fui tão boba que acabei fazendo-o rir? Ele pegou minha mão direita e disse:
- Calma, eu não mordo.
Eu comecei a rir, ele ficou me olhando com um sorriso em sua maravilhosa face; e logo respondi:
 - Sim, isso tudo é real.

(cont. no prox post)

saudades de quando,

restart era um botão de video-game, colírio era remédio para os olhos, cine era abreviatura de cinema, chapinha era coisa de menina, calça colorida era só do tiririca, justin bieber era apenas um espermatozóide, de quando vampiros eram vilões sanguinários e não homens fêmeas como no crepúsculo e coisas coloridas só os Teletube!

Eu podia [...]

começar contando a história de como você apareceu, e mudou minha vida. Ou eu podia deixar bem claro o quanto eu fui feliz contigo. Mais de que vale isso agora? O que importa o passado, quando o presente é oposto? E também, acho que eu não preciso dizer essas coisas, todo mundo sabe o quanto eu mudei por você ou o quanto eu lutei por nós dois. Tenho certeza de que todo mundo tá cansado de saber, que quem sofre agora sou eu. Me fez acreditar que a realidade era maior, eu fechei os olhos e deixei você me guiar. E agora eu to perdida no meio desse sentimento, que insiste em ficar em mim. Ninguém pode entender o que eu sinto, ninguém sabe as noites que eu passo chorando. Já não é dor, não é decepção, é só um vazio; acho que a pior dor do mundo, é não sentir dor alguma, é não sentir mais nada.
É o medo de se apaixonar, ou de ter algo a desejar. Porque nos meus sonhos ainda passa a imagem de nós dois. Já não tenho esperanças, mais tenho desejos que me sufocam. E saber que você já se foi, já me esqueceu, é como sentir que meu mundo parou, enquanto o seu acelerou os passos. E todo dia eu me sinto sozinha, cercada de gente, mas querendo uma só que não está! E nem nunca estará. Sigo sem saber o que dizer, porque não existem mais palavras entre nós. As vezes só um carinho seu, me faz ganhar o dia mais também só uma palavra tua, quebra meu mundo em pedaços. E quando eu deito na cama, e tento entender mais uma vez o que aconteceu com a gente, fico suplicando em sonhos, aquele futuro que você me prometeu. Eu sinto tudo em volta desabar, quando eu vejo que nossas promessas, nossos planos pertencem agora á aquela que tomou o meu lugar. Nunca fui muito boa nessas histórias, mais eu era boa em amar você. E agora me custa desaprender isso, me diz; se nosso amor era eterno, cade o meu final feliz?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Naquela tarde.

Estava calada por que a tua presença fazia com que eu ficasse sem saber o que dizer ou fazer. Os meus olhos brilhavam como se fosse uma criança que visse um brinquedo novo, o meu coração batia mil á hora, eu tremia da cabeça aos pés e dos pés á cabeça; não sabia exatamente o que se estava a passar comigo naquele instante, naquele sitio, naquele momento. Várias perguntas me ocorreram á cabeça, várias, mas todas sem resposta possível.
Vi-te levantar da mesa e ires para um sitio sozinho, algém me faz sinal com a cabeça para ir ao seu encontro, eu exitei ao primeiro instante, achei que não estaria a ser correta, mas esse alguem continuou a insistir e fez-me sinal novamente, eu levantei e fui até ele. Disse para que se sentasse numa mesa comigo, e assi ele fez. O meu coração começava a bater mais forte ainda, cada vez mais eu sentia as minhas pernas bambear, sentia-me bem, mas me sentia ainda mais nervosa, parecia que as palavras não me saiam da boca e que eu não sabia o que dizer ao certo, não conseguia construir uma frase e dizer-lhe o que tinha realmente a dizer, não conseguia construir uma frase e dizer-lhe, me senti paralisada e você me olhava sem entender e eu ainda buscava palavras dentro de mim para dizer-te. Aquela tarde passada perto de ti só me fez perceber que o que sentia por ti ainda nao tinha passado completamente, e que eu simplesmente nao te tinha apagado da minha vida, mas sim eu sei que tinha que te excluir dela, só que nao conseguia. Tivemos uma longa conversa, não sei se você aprendeste alguma coisa com o que te disse, ou se aprendeste a ver de quem gosta, mas eu soube, soube que meu coração ainda bate muito forte por ti, só que nao me colocaria a sofrer novamente.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Sua ausência

Sua partida doeu por dentro e por fora e eu sentia como se meus musculos estivessem se comprimindo e eu, esmagadamente, ficando menor e mais frágil. Eu podia ver tudo ao meu redor. Podia ouvir as pessoas chorando e conversando em busca de consolo. Eu via e ouvia tudo, mas nao conseguia assimilar absolutamente nada. Meus músculos me eram mais importantes que qualquer coisa vista ou escutada. Eu só queria sentir. Talvez sentir era o unico verbo que me deixava mais próxima de você, e havia a sua falta, mais uma falta para a minha vida. Mas essa era diferente, excruciante. Sua falta me pesava como o peso de todos os anos passado e os que ainda passariam. Incomodava-me como a falta de um pulmão. Sim! Um pulmão. Se me pusesse a reclamar a sua falta como seria como se estivesse perdido o meu coração, talvez eu estivesse morta naquele momento e não conseguisse perceber, mas não, eu tinha certeza de que estava viva, aliás, meio morta e meio viva, por que o fato de eu ter comparado a sua falta com a falta de um pulmão, é que eu não tinha partido de fato, mas, sem poder respirar, partiria em breve.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sou descrente da verdade

Pra mim, já não existe algo que realmente faça sentido.
As mentiras já não me machucam mais, as dores não me comovem, os sofrimentos não me abalam, a falsidade não me derruba, as doutrinas não me guiam, a razão não me governa, muito menos alguma lei. Não creio em promessas, pois arrancaram todos os meus motivos para isso. A garotinha, que antes acreditava em conto de fadas, hoje apenas acredita que existe um mundo onde os mais preparados sobrevivem. Precisamos ter forças para enfrentar os desafios e decepções, pois essa é a única certeza que eu tenho na vida: Vou ter problemas e vou precisar enfrentá-los.







A vontade de grita [...]

Para que me ouçam e me entendam é enorme. De ser reconhecido não apenas pelo que se veste ou pelo que se finge fazer, e sim pelo que você é. Vontade de quebrar tudo e dizer à todos que ser mais um modelinho que age pelos outros não é ser legal. Vontade de ser o que é de verdade. Vontade de poder agir como quiser. Vontade de poder viver. De poder gritar ao mundo que eu vivo. Just it.

Ao deixarmos de fazer algo [...]

que queremos, podemos estar jogando nossa chance de ser feliz ao vento. Uma dessas oportunidades que você deixa pra trás pode ser justamente aquela que mudaria a sua vida, aquela que faria você feliz. Não as deixe fugir. Não se deixe comandar pelo medo do que pode acontecer, ou pelo medo do que as pessoas irão achar, pois assim sendo, você nunca irá ser você mesmo, com opiniões próprias. Agir em função do que é mandado só o trará problemas. Não se impeça de encontrar a sua felicidade. Agarre sua chance de ser feliz e lute por ela. Se você quer, você consegue. Lute pelo que quer. Corra atrás de seus sonhos. Arrisque-se e busque o que precisa, então irá encontrá-lo, seja aonde for. E, se você cair, levante-se novamente e siga em frente.
Ser feliz só depende de você.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

100 !!!

Finalmeente hoje fiz o meu centézimo post *-*
No momento está sendo minha maior felicidade, eu jamais imaginei que uma pessoa com um coração de gelo como o meu seria capaz de ter um blog onde todos se sintam a vontede, onde tem assuntos váriados; minha felicidade é conseguir passar a outro lugar coisas que apertam meu coração; é conseguir colocar de forma cabida a todos sentimentos que batem a porta do meu coração sem medo das consequencias.
Como disse um amigo meu "Isso nao tem sentido, não tem noção!". E realmente nao é para ter, eu nunca disse a alguem que sentimentos tem sentido, muito menos noção.
No começo pensava que seria talvez a unica forma de alguem me decifrar; realmente é muito dificil e complicado falar de nós mesmo, e quando achei que estava conseguindo, um outro amigo me diz que sou um enigma e que meu blog nao ajuda muita coisa.
Assumo que achei uma notícia maravilhosa, séria péssimo ter pessoas que saibam tudo de você.
Estou em uma felicidade sem cabimento, estou explodindo de tanta felicidade, é muito bom saber que pessoas gostam do que você escreve.

Sozinha, meu pensamento [...]

focaliza em alguém. Deixo-o livre, e de repente meu coração aperta. Mas não estou triste, pelo contrário, deixo escapar um sorriso. Comer não me parece tão importante, agora me sinto alimentado por outra coisa. Acordo sempre com os mesmos pensamentos, e os mesmos me impulsionam a ter um grande dia. Quando te vejo sinto coisas estranhas, mas boas. Quando falo com você minha cabeça pensa direito, mas minhas palavras saem embaralhadas, e minhas mãos ficam paradas, sem saber o que escrever sem saber o qeu fazer, assim como o meu corpo inteiro. Meu pensamento focaliza em alguém, esse alguém é você. É, estou gostando da sensação.


Quem me dera;

seus olhos pudessem ver por trás dos meus. Agora que nossos mundos estão tão distantes, mesmo perto de ti, por mais que estenda meus braços não mais posso te tocar, não mais sou capaz de esconder que estou cansada demais pra lutar, e que por vezes eu quis tanto que meu corpo sumisse no ar. Só pra não ter que escolher, só pra não ter que voltar. Já não sei se restou algo no ar.

Com você [...]

Tudo fica perfeito; as minhas horas passam de vagar;o meu mundo se torna somente eu e você; meus olhos aprenderam a brilhar; o meu sorriso aprendeu a iluminar; a minha alma voltou a brilhar e o meu coração aprendeu a amar.É em você que eu penso; é com você que eu quero estar; meus dias são felizes por que você me faz mais feliz; as minhas noites são perfeitas por você ter feito me fazer sonhar.
O meu tudo hoje é somente você; o meu querer é somente você; a minha vida se tornou você.


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Esta sou eu?

Eu tento protejer, faço rir, e tento entende. Eu falo um monte de besteira e adoro quando me escutam, sei amar , sei ser amiga, sei ser de tudo um pouco. Não é através de palavras que expresso o meu amor, eu digo a verdade nas ações. Eu sou maluca,isso eu nunca escondi de ninguem, mas com o tempo as pessoas acostumam. Tenho um coração enorme; posso até dizer que vale por dois. gosto de ajudar; nunca penso com a razão, sempre com o coração. Eu vivo pra ser feliz :)

A garota do espelho.


há uma garota em meu espelho, eu me pergunto quem é ela. Às vezes penso que a conheço, ás vezes vejo que ela me é completamente desconhecida. Há uma história em seus olhos, canções de ninar e despedidas, quando ela bota seus olhos lindo em cima de mim percebo que nao esta tudo bem; posso dizer que seu coração se quebra com facilidade. A garota do meu espelho chora durante as noites e não há nada que eu possa dizer à ela para que ela se sinta bem. A garota do meu espelho está chorando por sua causa, gostaria que houvesse algo que eu pudesse fazer. Adoraria vê-la como antes mas quando ela olha de volta para mim sei que nada a ajudará e isso me faz sentir muito mais insignificante; eu gostaria de ajuda-la.
I can't believe but I see, the girl in the mirror, is me.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A Distância



A distância em certos casos deixa-me a refletir e questiono-me a respeito dessa inimiga de nossas vontades que deixa você além de meu alcance incentiva a minha imaginação fazendo com que eu sonhe na possibilidade de encontrar-te mesmo que o tempo seja tal qual aquela que nos separa. Agora está chovendo lá fora e mesmo o som dessa chuva que cai deixa-me sentir ainda mais distante de algo real, mas também é com ela que penso na possibilidade de abraçar você, sentir você, concretizando algo que parece impossível.
Vou buscar além de mim, além de ti, além do incompreensível, do notável, do óbvio e mais que isso, o que sinto e o que não posso sentir; saber que está aqui dentro de mim, saber que está que existe e que me traz momentos felizes é o que faz-me ter um motivo a mais pra sorrir porque sei que de alguma forma nossos pensamentos e sentimentos têm força e confiança para caminharem juntos
De mãos dadas, através do laço da amizade e compreensão mútua.

[...]

tão perto; tão longe. Complicado!


Ninguém nunca irá entender


Por que eu preferi brincar com roupas velhas a descer no escorregador.Por que eu ficava feliz sem motivo ao invés de reclamar da vida.Por que eu preferi ficar em casa a ir naquela festa badalada.Por que eu chorei naquela tarde vazia, enquanto tantos estavam sorrindo.Por que eu escolhi o inteligente ao invés do bonito.Por que eu dei mais valor à qualidade do que à quantidade.
Ninguém nunca vai entender, e também não quero que entenda.
A graça da vida é ser uma incógnita que todos tentam desvendar, mas nenhum consegue.

Partirei.

sem intermináveis despedidas, irei embora.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Toda garota [...]


já se arrependeu de ter cortado o cabelo, já quebrou a unha, já comeu chocolate ou sorvete pra matar a tristeza, já se apaixonou pela pessoa errada, já brigou com a melhor amiga, já se ferrou em alguma prova, já se atrasou, já ficou zangada sem motivo, já chorou de tanto rir, já duvidou de alguém, já pensou bobeiras, já teve pesadelos, já ficou 1h no telefone. Toda garota tem um bicho de pelúcia, acredita na amizade entre meninos e meninas, tem um ídolo, um livro preferido, uma mania irritante, um vício e uma paixão platônica. Toda garota já correu riscos por uma pessoa que não mereceu. Toda garota já se arrependeu e já errou. Mas cada uma é especial, por fazer muito mais que isso, e continuar possuindo a beleza e o carisma que encanta a todos!

Dizem que mulheres [...]


Quando são amigas, ficam insuportáveis, porque concordam sempre uma com a outra e não se desgrudam. Há quem diga que as mulheres são falsas e fofoqueiras. A verdade é que é muito bom ter amigas. Aquela pra quem você conta absolutamente tudo e sente que foi entendida. Aquela que te dá broncas e manda você parar de gostar daquele menino que só te fez mal. Aquela que abraçou em silêncio e sentiu você chorar. Aquela que ouve quando você está apaixonada e passa horas falando do mesmo assunto, Aquela que parece sua mãe, e vive pra te dar conselho. Aquela que te deu o conselho certo, que você não ouviu! Aquela que presenciou o maior mico e segura seu braço quando você tropeça. Aquela que irrita, mas que você não imagina vida sem ela. Aquela que defende você de tudo e de todos. E tem também as melhores amigas, aquelas, que são SIMPLESMENTE aquelas.

um coração?

Eu tenho medo de acreditar em você, de te desejar tanto, tanto e acabar descobrindo que eu ainda tenho um coração e que ele ainda pode amar muito alguém.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Se tudo o que passou


eu já esqueci, ou pelo menos tentei, porque ainda é tão dificil ? Porque esquecer completamente eu nunca vou! Isso é impossivel a essa altura da historia, tudo se transformou, as pessoas, os lugares, as conversas, tudo já não tem a mesma graça e encanto que tinha antes. A vida mudou e principalmente eu mudei, as coisas já não são como antes, eu não vejo mais a graça que existia em você. Agora é como se o meu mundo fosse preto com branco. Esperando apenas que surja denovo aquela parte colorida, que sempre vem, eu querendo ou não.
Eu sei que tudo que passamos, nem eu nem você vamos esquecer, porque pelo menos pra mim, foi uma parte importante da historia por um momento você me alimentou de ilusões e eu como uma criança inocente acreditei, porque pra mim eu era capaz de ver alem do seu corpo, pra mim eu lia a sua alma.
Mas eu estava completamente enganada, eu vi somente ilusões e mascaras, e quando elas cairam você perdeu a graça, o encanto , a ilusão. Mas já era tarde eu já estava iludida e depois que vi aquilo, a ilusão acabando sabia que ia sofrer mais do que eu esperava, porque acaba sempre sendo assim. Hoje tento me recompor na certeza que foi melhor assim, sofrer na verdade do que me apaixonar na mentira. E esse é o fim de tudo, de tudo que eu achei que era solido, mais num passe de magica derreteu, levando toda a minha alegria junto.

Não vejo porque te escutar

o erro é ter medo de errar, quem é você pra me dizer onde devo pisar.

Me enlouqueça

uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca . Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois. Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar; experimente me amar!

E será inútil [...]


esforçar-se para esquecer; tudo o que um dia se misturou carregará consigo partículas do outro. Talvez venha o arrependimento, o recomeço, as cores voltem a brilhar como antes, mas não se pode contar com isso. Não se pode contar com nada. O único caminho viável é viver e correr o sagrado risco do acaso. E substituir o destino pela probabilidade.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Carlos Adriano²


Tudo o que carrego comigo são os nossos bons momentos, as boas palavras que você me falou um dia, as boas risadas que demos juntos, pois tudo o que vivemos foi o mais intenso possivel, talvez o destino tenha nos dado pouco tempo, mais foi o suficiente para eu nunca mais te esquecer. Hoje só o que resto é a dor da saudade, o meu amor e lembrαnças - ótimas lembranças-. São αs minhas motivações de viver. Todas as lagrimas que hoje derramo é pelo amor e saudade que sinto. Oh amor , é tanto amor que restou, que o tempo não apagou, que o vento não levou e a distancia não vai botar fim. A cada dia eu morro um pouco mais de tanta tristeza. Te amαrei pra sempre meu anjo. DESCANCE EM PAZ ♥

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tradução


"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada ‘impulso vital’. Pois esse impulso, às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo, assim como estou contente outra vez."
Caio F.

Tempo necessário


Desejava algo novo. Um início, um recomeço.
Talvez um novo trabalho, novos amigos, um novo amor, um novo estilo de vida;
Novos cursos, aprender um novo idioma, mudar o visual;
Ou talvez uma mudança de cidade, de estado, de país;
Por tempo indeterminado.
Andava como se estivesse numa TPM constante,
Irritada, tensa, ansiosa, à flor da pele.
Sua cabeça girava como um redemoinho,
Cheia de dúvidas, medos, aflições, escolhas...
Estava zonza, cansada.
Precisava de um tempo.
Um tempo pra pensar, pra refletir, pra mudar...
Mudança interna!
Era preciso apenas um tempo;
Um tempo só dela.
Antes que fosse tarde demais.

Mar de tristezas


Estou em um mar de tristezas, utimamente eu não tenho conseguido me expressar da maneira que eu queria, não estou conseguindo mais colocar minhas palavras em ordem.
Ando com a cabeça e o coração muito confuso, eu não sei mais me colocar no meu lugar.
Muitas coisas, bobeiras até; tem mexido muito comigo, e eu nao estou mais conseguindo me dar com a tal situação.
Eu nunca precisei da ajuda de ninguem pra nada, eu nunca PRECISEI!Não vai ser agora que eu vou precisar.
Ja me vi em situações piores, eu vou sair dessa! Eu sei que vou.
Não sei, talvez isso tudo seja bobeira minha, tudo isso pode ser coisa da minha cabeça. Ou simplesmente posso ter guardado magoas de mais no coração, e chegou a hora de explodir.
Sei que nesta minha frustação vou acabar sendo arrogante, ignorante, estúpida e até infaltil, mas peço a calma de todos, isso é passageiro.
Estou muito brava comigo e com o meu inutil, ridiculo, fragíl, machucado coração.
Eu não consigo entender por que eu sou tão forte em certos momentos e tão fragíl em outros.
E apesar de não deixar aparecer, por mais que eu esteja com um sorriso no rosto, por mais que eu me mate de tanto esforço, meu coração vai estar sempre triste.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Com você e por você

Abraço-te e sinto o bater do teu coração, acelerado; Adormeço em seus braços sem ao menos dar-me conta. Danço contigo pela noite a fora e todas as manhãs acordo com as mãos sobre as suas suaves e maravilhosas. Beijo-te todas as noites; Sinto sua falta todas as manhãs; não sei se saberei mais conter-me.

Sempre acreditei [...]


muito em contos de fadas, mas com o tempo percebi que muitas das coisas escritas, ditas e lidas neles, não são verdades.
Mas de uma coisa eu sei! Um dia eu vou encontrar o meu principe encantado.

No silencio de um abraço [...]

o tempo pára e os pensamentos se cruzam, nenhuma palavra dita, dois corações em paz.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Como matar o tédio?


Acredito que ninguém gosta de viver no tédio, certo? Então, vou dar algumas dicas para mata-lo! Pode não dar certo, mas, o que importa é a intenção!

1. Telefone é poder!
Use seu querido telefone e ligue para seu amigo, seu primo distante, namorado, ex, pai, avô, pessoa que você conheceu na internet e que mora no outro lado do país, ou do outro lado do oceano. Você sempre terá papo para botar em dia, e conhecer melhor.


2. Vá passear no bosque, enquanto o seu lobo não vem.

Vá dar uma voltinha na rua, vá passear no parque de sua cidade, bairro, comprar sorvete, ver crianças brincando, rolar na grama, levar o cachorro para passear. É divertido ficar ao ar livre.

3. Tem dinheiro? Gaste!
Não tem terapia melhor do que gastar dinheiro com coisa inútil. Tava guardando para comprar alguma coisa? Problema teu. Gasta, mas gasta com tudo. Mas, gaste com sabedoria, tá? Não vai me comprar uma camisa 5x menor do que você, isso seria idiotice. q


4. Fale com todos que tiverem online no MSN.

Abra janela com todos que tiverem online no MSN, e bote o papo em dia. Mas, tenha cuidado para responder as mensagens, tá?


5. Durma!

Tem dica melhor?

6. Leia algum blog!
Incluindo este. Propaganda é sempre bem-vinda, né? E, é sempre interessante ler blogs. Pode ler os posts antigos também.

Meinos e Meninas


Este post, eu diria que vai servir mais para os nossos amaveis e adoraveis, machistas e cheios de testosterona, HOMENS.
Eu estou super cansada de não ter o respeito de tais, estou cansada de sair na rua, passa um e sem ter um pingo de vergonha na cara, mexer; acho isso um absurdo, e muitos mexem até quando estamos com nossos namorados.
Como pode isso? Como nós, homens e mulheres permitimos algo tão nojento e medonho?
Claro, que quando estamos com aquela baixíssima auto-estima, ajuda um pouco, isso eu não tenho o direito de negar, mas precisam ser tão violentos e grosseiros? Acho que basta olhar e guardar seus pensamentos para si mesmo.
Pelo menos a mim, encomoda muito isso, e não só a mim, mas acredito que a todas as mulheres, por que, nós temos espelho em casa,e sabemos muito bem se somos feias ou bonitas, gostosas ou barangas.
Hoje mais cedo estive conversando sobre isso com meus amigos - já que eu só ando com meninos - e muitos me falaram que não passavam de elogios; mas eu nao acho que "Gostosa", "delicia", "gatinha",etc; seja um elogio, pelo contrario, é conpletamente constangedor um "elogio" desses.
Estou revoltada até com as minhas parceiras, por que em certa parte eu concordo com os meninos. As mulheres de hoje (a grande maioria) não se dão o respeito, se um homem "elogia", passa a mão, elas tem o prazer de dar risada, como se isso fosse bom.
MENINAS ACOORDEM, isso é ignorancia nossa! Nós estamos passando para os meninos, a imagem de que não somos nada além de peito e bunda. E não é bem assim! Somos muito mais que isso, e merecemos muito mais do que temos.
Meninos, já que nao gostam que mexem com suas namoradas, ficantes, peguets, amigas ou futuras, então dão respeito a dos outros, e sejam um pouco mais companheiros.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Explorando o desconhecido


"Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estréia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias." (Martha Medeiros)

Porque o novo me atrai, me encoraja, me faz seguir em frente. A rotina é desgastante, a mesmice chata; já a novidade é estimulante. Liberta!
Originalidade é o que faz da vida a graça que ela é.

Raridades


A vida é cheia de encontros e desencontros. Mas o que importa nisso, é o que cada pessoa nos mostra em sua passagem. E o que a gente também pode mostrar a ela. Há uma troca de valores, sentimentos, opiniões que nos ajudarão em alguma parte do nosso destino. Das nossas vidas.
Não é por acaso que conhecemos tantas pessoas, e nem por acaso que algumas são tão especiais (umas mais que outras). Já diria Lenine: "A vida é tão rara", mas as pessoas que passam e que dão cores a mais a ela, essas são mais raras ainda.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Enquanto [...]

o mundo gira, e todos piram, você faz a diferença ! ♥

Por que com você [...]


eu esqueço de tudo, eu me sinto feliz. Você me faz esquecer todos os meus problemas e pensar só em você. Eu não quero nunca te perder, afinal, a vida é melhor quando te tenho ao meu lado ! ♥

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Seja [...]


mas antes de ser por inteiro, seja dos outros. E antes que se entregue por completo á alguém saiba que ninguém pertence a ninguém, e que você é seu. Você não é aquilo que sua vida é. Você não é o momento que você vive nem o amor perdido. Você é aquilo que ninguém vê. Uma coleção de histórias, estórias, memórias, dores, delícias, pecados, bondades, tragédias e sucessos, sentimentos e pensamentos. Se definir é se limitar. Você é um eterno parênteses em aberto. Enquanto sua eternidade durar.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

ela queria ele,


ele queria ela e outras; ela sofria, ele nem ligava; ela chorava, ele ria; ela falava, ele não ouvia; ele mentia, ela acreditava; ela o esperava, ele não voltava. ela queria coisa séria, ele só queria se divertir; ela demonstrava seus sentimentos, ele brincava com seus sentimentos; ela sorria pra ele, ele ria dela; ela acreditava em tudo que ele dizia, ele dizia o mesmo para αs outras; ela se iludia, ele alimentava a ilusão; ela espera por ele, ele já está em outra. ela ama, ele gosta; ela fazia tudo por ele, ele dizia não se contentar com tão pouco; ela achava que ia dar certo, ele tinha certeza que ia dar errado; ela queria pra sempre, ele só por um momento; ela se entregava, ele evitava; ela falava: eu te amo, ele apenas sorria; ela ficava por conteúdo, ele ficava por quantidade; ela procurava o príncipe, ele procurava a próxima. ela queria "O", ele queria "UMA"; ele descobriu que ela era A ÚNICA, ela descobriu que ele era só MAIS UM.

Leitura e escrita.


Eu acredito que quem lê mais, escreve melhor.
Eu nunca aprendi na escola esses negócios de pontuação, de vírgula e ponto final, aprendi com o tempo e com os livros, pois eu sempre gostei muito de ler, e diria também que aprendi a ler em casa, a escola nunca me ajudou com grandes coisas da
Língua Portuguesa, apesar de ela ser a minha matéria favorita.
Eu sempre me virei, sempre li aquilo que eu tinha vontade. Acho que posso afirmar que eu aprendi com os livros, sendo didáticos, literários, etc.
Mas também acredito que nem todos que lêem têm esse poder de escrever bem. Alguns não conseguem desenvolver sua idéia perfeitamente, ou quase perfeitamente, não conseguem passar para o papel por talvez as idéia surgirem tudo de uma vez e se a pessoa não tem uma boa cabeça acaba se confundindo toda e muitas vezes não consegue expressar aquilo que queria.
Eu acredito que quem quer consegue, lendo bastante ou não. A minha forma de ver tudo isso, é que escrever bem é um dom, e pouquíssimas pessoas o têm, e quem tem, às vezes não percebe por não ter o habito de praticar, de ler ou até mesmo que seja por preguiça de escrever.
Acho que para uma pessoa escrever, ela tem que estar motiva ou inspirada, as idéia não surgem do nada, sempre tem algo que acontece e acaba sendo um motivo, uma inspiração para a escrita, mas muitas pessoas não conseguem interpretar isso como uma motivação e inspiração.
Eu estou muito confusa em relação do sim e do não, por que os dois têm suas vantagens e desvantagens, digamos assim.
Mas reforço a idéia de que escrever bem é um dom, e que poucos o tem. A escrita não é assim tão dependente da leitura, algumas pessoas lêem melhor, outras escrevem melhor, acho que as duas coisas andam sempre no mesmo barco, mas para mim, uma não é dependente da outra!
(O assunto foi gerado em sala de aula, na matéria de português, e a profª pediu aos alunos que elaborassem um texto com suas ideias)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Eu sei, mas nao deveria.


Eu sei que a gente se acostuma. Mas nao devia. A Gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E por não olhar para fora logo se acostuma a não abrir todas as cortinas. E poruque não abre todas as cortinas logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar café correntdo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita seus mortos e que haja número para os mortos. E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceita ler todos os dias da guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: "hoje não posso ir". A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.

A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. A lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do as coisas valem.

E, a saber, que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes. A abrir revistas e a ver anúncios. A ligar a televisão e a ver comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma a poluíção. Ás salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luiz natural. Às bactérias da água portavel. À contaminação da água do mar. A lenta morte dos rios.
Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a termer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta do pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se asfastando uma dor aqui, um ressentimento alí, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente consola pensando no fim de semana. E se o fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica sastisfeito porque tem sempre um sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Só não muda de ideia quem não as tem.