terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Despedida
Ultimamente meu coração anda parado demais, batendo lentamente, como se estivesse se arrastando dentro do meu peito.
Já é o fim do dia, mas é apenas o começo de uma imensa e lenta semana. Alguma coisa em mim me dá uma sensação de aperto contendo tristeza. Não consegui fazer nada, apenas pensar em coisas sem nexo, que faziam com que nem ao menos um raio de luz entrasse.
Acordei com o céu já escuro, sem luz. Sentia uma vontade de gritar, de dizer o que penso, o que quero, o que gosto. Mas simplesmente não posso, não tenho coragem o suficiente, acabo por ficar no meu refúgio, arrependida por não ter agido como devia, discutindo com as paredes, as únicas que eu sabia, não iria contestar nada que eu dissesse, do que escolhesse.
Aos meu queridos leitores, aqui deixo o meu adeus.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Encontro. part. 8
E ele disse:
- Um quadro com a foto de uma linda mulher com os olhos
claros, cabelos loiros, meio baixinha, com um rosto bem angelical.
Eu sorri meio sem graça, pois o passado tornava a perturbar , e respondia com um tom um pouco envergonhado.
Eu sorri meio sem graça, pois o passado tornava a perturbar , e respondia com um tom um pouco envergonhado.
- Sinto muito, mas este quadro ainda não tem, que tal
procurar em outra galeria?
- Seria um desperdício, pois a imagem que procuro está bem
aqui na minha frente – Ele dizia com um
sorriso meio sarcástico.
Eu não sabia onde enfiar a cara, pois aquele ser que estava
ali havia passado tempo de mais comigo, ele sabia perfeitamente como me deixar
envergonhada, como fazer surgir um sorriso faceiro em minha face, como me irritar,
sabia muita coisa sobre minha pessoa. Enquanto conversava com ele, podendo
incluir nesta conversa algumas risadas e muitas gargalhadas o Gustavo chegava
com umas caixas pesadas.
- Lê, já estava com saudades. – Disse ele sorrindo, eu
correspondi aquele maravilhoso sorriso, mas pude perceber que a fisionomia de
seu rosto havia mudado quando via aquele cara que estava ali, bem na minha
frente, separado apenas pelo balcão. Logo em seguida surgia a Nanda com a
camisa do Gustavo em uma mão e um pouco de detergente na outra, vindo em
direção a ele dizendo:
- Gustavo, eu to conseguindo limpar, vê se esta ficando de seu agrado.
E quando percebeu a presença do André já havia
levado um susto, pois fazia muito tempo que não via aquela pessoa, e digamos
que ela tinha certo rancor dele, pois temos uma ligação muito forte e uma das
pessoas que mais sentiu o que ele já tinha feito comigo foi ela. A única reação
que conseguia esperar dela era que tirasse o Gustavo daquele local o mais
rápido
- Gustavo, eu to conseguindo limpar, vê se esta ficando de seu agrado.
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