A um certo tempo atrás, as palavras ja não me faziam sentindo, havia perdido minha inspiração, e as palavras ja não se encaixavam, ja não se formavam em perfeita harmonia, então, decidida a seguir minha vida, e a simplesmente guardar para mim mesma, todos os meus sentimentos, como de costume, resolvi abandonar meu lindo blog. E hoje, percebi que a vontade de escrever era maior do que tudo, que as palavras voltavam a se harmonizar, que o dia ja começava a fazer mais sentido ou pelo menos eu achava que fazia sentindo, que o calar da noite, era o meu melhor amigo.
Começei a entender então, que a vontade de escrever, só era explosiva quando acontecia o pior comigo, quando os sentimentos que brotavam em meu coração - de gelo- eram os que mais me machucavam, que mais me doiam, que mais me faziam tornar uma pessoa vazia e fria. E mais do que esse compreender, percebi que de nada adiantava que resistir a louca vontade de escrever, sendo que não conseguia libertar aquilo que me machucava, que era a libertadora vontade de desabafar. Mas, desabafar o que? Dizer a todos as minhas fraquezas? Dizer a todos aquilo que me machucava? Não, jamais iria me submeter aquilo, então, ja que não tinha como me libertar, procurei meu melhor amigo, o calar da noite me aconselhou a enxugar as lágrimas em meu travesseiro, pois a partir daquele momento, ele se tornaria o meu segundo melhor amigo.
Durante muito tempo, tive medo de dizer ao mundo o que eu sentia, tive medo de dizer a meus amigos, o quanto me doia o vazio que estava sentindo dentro de mim, e que ainda sinto. Nem o calar da noite, aquele que eu imaginava ser o meu melhor amigo, sabia mais das coisas que motivavam a chorar, e o travesseiro que foi-me muito util, ja não era mais o suficiente. Encontrei-me perdida, encontrei-me solitária, encontrei-me ? Desencontrei-me ! Ja não sabia mais o que eu era, o que eu sou, o que eu tinha me tornado, o que eu me tornei. Deixei todas as mágoas tomarem conta de mim, e a imagem que eu tinha, de sempre estar sorridente, de ser sempre forte, de deixar poucas coisas me abalarem, ja me irritava, ja me atordoava, pois sabia que aquela imagem, não era a que realmente eu queria que fosse, aquilo era uma máscara, uma coisa falsa que tinha se tornado um vício, mas não um vício meu, e sim dos outros, que em suas mágoas e tristezas, procuravam um rosto sorridente, para poderem acreditar que poderiam ser assim também, e acreditavam, naquela minha falsidade toda. Hipócrita, eu fui.
terça-feira, 3 de maio de 2011
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