quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Encontro - Part. 4

Quando chegamos a praça de alimentação, ele foi completamente educado e cavaleiro. Puxou minha cadeira para que eu pudesse sentar e pela primeira vez eu havia ganhado uma flor de alguem do sexo oposto. Seus lindos olhos ainda brilhavam e os meus quase saíam lagrimas de felicidade, o sorriso nao abandonava minha face e suas bobagens me enchiam de alegria, até que o garçom chegou:
          - O que o lindo casal deseja?
Eu fiquei tão vermelha ao ouvir a palavra "Casal" que cheguei a abaixar minha cabeça e dar um sorriso meio sem graça, respirei fundo e olhei diretamente para ele, sua mão tocou a minha e ele perguntou:
          - Você quer beber sake?
Eu balancei a cabeça dizendo que sim, ele sorriu dirigindo a palavra ao garçom que ainda estava alí no aguardo de uma resposta.
         - Traga-nos sake e o cardápio, por favor.
O garçom se foi e ele continuou com suas palhaçadas que tanto me faziam rir; não demorou muito e o garçom voltou trazendo o que ele havia pedido.
         - O casal deseja mais alguma coisa?
Eu novamente dei um sorriso meio sem graça, ele sorriu e apertou forte a minha mão, olhou para mim esperando que eu desse uma resposta:
         - Por enquanto não, obrigada.
O garçom se foi e ficamos alí, um olhando para o outro, e antes que eu pudesse iniciar um assunto, ele disse:
         - Por que é tão timida, cora tão facilmente?
Eu sorri e o respondi:
        - Não sei bem o porque, mas é que sou assim desde pequena, sempre me escondi atras de meus pais quando alguem me olhava, eu nunca fui de ficar dando sorrisinho para os outro, entende?
        - Eu adoro ver suas bochechas avermelhadas, você fica mais linda ainda - Ele disse.
Eu abaixei a cabeça, pois novamente senti a fervura em minha face, ele começou a rir da situação, e minhas bochechas continuavam vermelhas, quando olhei para ele, ele começou a acariciar minha mão que continuava debaixo da sua e disse:
       - Você é linda!

(cont. no prox. post)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Encontro. - part 3


Enquanto andavamos em direção a praça de alimentação, ele parou no meio do caminho; eu por algum motivo desconhecido me afastava enquanto ele tentava se aproximar, até que sentir-me encostar em algo concreto e gelado, me senti encurralada pois ele me prendeu entre seus braços e a parede, encostou sua testa na minha, suas mãos estavam apoiadas na parede, me prendendo alí naquele local; olhou fixamente em meus olhos e praticamente susurrou, somente para eu ouvir:
           - Não aguento mais, queros seus lábios nos meus!
Eu senti uma fervura em minha face e pude perceber que estava completamente corada, a minha reação como sempre foi ficar assustada com tal atitude inesperada, me assustei mais ainda quando seus braços que me prendiam se abaixaram, seus olhos que estavam fixos nos meus foram diretamente fechados e ele se afastou dizendo:
            - Desculpe, não consegui me controlar.
Ele olhou novamente para mim pegou minha mão esquerda a segurou e continuou:
            - Mas é que você meche muito comigo...
Antes que ele finalizasse a frase, eu levemente encostei meu dedo indicador em seus rosados lábios, impedindo-o de falar e tomei a palavra:
            - Você deseja um beijo meu?
Ele somente balançou a cabeça dizendo que sim, eu sorri e disse:
            - Então faça por merecer!
Ele retribuiu o sorriso e me abraçou, nesse abraço, acho que ele pode sentir o bater do meu coração um pouco mais arritimado e um ronco vindo da minha barriga; ele me puxou rápidamente; como da outra vez e disse:
            - Veenha! Vamos comer comida Oriental.
Ainda com o sorriso no rosto, eu fui no impulso e disse bricando:
            - HUUUM! ADOOGO!

(cont.no prox. post)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Encontro. part 2

Tamanha felicidade não me cabia, eu não conseguia mais me conter e meus olhos ainda estavam fixados nele, meu desejo havia sido realizado. Ele sorria palavras ainda me faltavam, só sabia retribuir tal maravilhoso sorriso, que me iluminava. Naquele momento, só existia ele e eu, naquele momento, meu mundo era ele e eu, meu coração, coitado, já tinha se cansado de tanto bater forte, que agora se continha. Ao ficar naquele silêncio que acabava comigo, sobrepus minha mão sobre o ombro dele e me aproximei, ainda estava boba, ao fazer isso, ele puxou minha mão e colocou sobre seu peito e disse: - Olha o que você faz comigo! Pude não só sentir como também pude ouvir seu coração acelerado, eu rapidamente corei, dei um sorriso de canto e disse: - Você também faz isso comigo. Ele deu um leve aperto em minha mão, eu ainda estava fascinada com aquela linda figura que, diga-se de passagem, tinha a maior presença, meu pescoço até doía de tanto ficar posicionado um pouco para cima, sou baixinha, qualquer um é mais alto que eu. De repente ouve-se um barulho estranho vindo de mim, eu fiquei tentando entender da onde tinha surgido aquele barulho, até que ele colocou a mão sobre minha barriga e perguntou se eu estava com fome; fiquei um tanto envergonhada pelo barulho horrível, minhas bochechas ainda estavam coradas, e então me lembrei que de tanta ansiedade não tinha conseguido comer esta manhã. Ainda meio sem jeito, eu balancei a cabeça para cima e para baixo, dizendo que sim e sem perceber ele já havia me puxado e eu estava andando de mãos dadas com ele, eu ria sem parar, estava muito feliz, tudo o que eu queria tudo o que eu desejava, a minha vida estava ali andando comigo de mãos dadas. (cont. no prox. post)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Encontro. part 1



Eu não conseguia, nem podia tirar meus olhos dele, estava séria, mas sábia que meus olhos brilhavam de alegria, seu rosto era suave como uma pétala de uma rosa, seus olhos tinham um brilho sem fim e a cor avelã, era tão viva, que me fascinava. Não conseguia piscar, não conseguia fazer nada, estava completamente paralisada sobre aquela figura magnífica que estava ali parado na minha frente com um sorriso tão radiante.
Ele se aproximou, e com sua voz que entrava em mim como uma melodia de uma sinfonia de Beethoven dizendo:
- Isso é real?
 Eu continuava paralisada diante dele, tinha algo a dizer, mas não saia nada. Ele continuou a se aproximar, encostou sua mão em minha face e assim acabei fechando meus olhos, sentia que meu coração fosse sair pela boca de tanto que batia, e ele continuou se aproximando, até que eu pude sentir sua respiração, eu continuava sem reação, estava com tanto medo de estragar o momento que continuei da mesma forma.
Pude perceber que sua boca ia em direção ao meu ouvido esquerdo, e ali mais uma vez, o ouvi dizer:
- Agora eu sei que é real.
Meus olhos se abriram rapidamente, meu coração batia mais forte que antes, e me sentia vermelha como um pimentão. Eu me afastei tão rápido que ele ficou sem entender e eu também, nenhum de nós dois havia percebido o porquê daquela minha atitude tão repentina, eu não conseguia mais olhar para ele, meus olhos se fixaram no chão, estava tão envergonhada e frustrada também, até que eu ouvi risos, entranhei obviamente, quando ergui minha cabeça; lá estava ele, perto de mim mais uma vez rindo.
Fiquei sem entender, será que fui tão boba que acabei fazendo-o rir? Ele pegou minha mão direita e disse:
- Calma, eu não mordo.
Eu comecei a rir, ele ficou me olhando com um sorriso em sua maravilhosa face; e logo respondi:
 - Sim, isso tudo é real.

(cont. no prox post)

saudades de quando,

restart era um botão de video-game, colírio era remédio para os olhos, cine era abreviatura de cinema, chapinha era coisa de menina, calça colorida era só do tiririca, justin bieber era apenas um espermatozóide, de quando vampiros eram vilões sanguinários e não homens fêmeas como no crepúsculo e coisas coloridas só os Teletube!

Eu podia [...]

começar contando a história de como você apareceu, e mudou minha vida. Ou eu podia deixar bem claro o quanto eu fui feliz contigo. Mais de que vale isso agora? O que importa o passado, quando o presente é oposto? E também, acho que eu não preciso dizer essas coisas, todo mundo sabe o quanto eu mudei por você ou o quanto eu lutei por nós dois. Tenho certeza de que todo mundo tá cansado de saber, que quem sofre agora sou eu. Me fez acreditar que a realidade era maior, eu fechei os olhos e deixei você me guiar. E agora eu to perdida no meio desse sentimento, que insiste em ficar em mim. Ninguém pode entender o que eu sinto, ninguém sabe as noites que eu passo chorando. Já não é dor, não é decepção, é só um vazio; acho que a pior dor do mundo, é não sentir dor alguma, é não sentir mais nada.
É o medo de se apaixonar, ou de ter algo a desejar. Porque nos meus sonhos ainda passa a imagem de nós dois. Já não tenho esperanças, mais tenho desejos que me sufocam. E saber que você já se foi, já me esqueceu, é como sentir que meu mundo parou, enquanto o seu acelerou os passos. E todo dia eu me sinto sozinha, cercada de gente, mas querendo uma só que não está! E nem nunca estará. Sigo sem saber o que dizer, porque não existem mais palavras entre nós. As vezes só um carinho seu, me faz ganhar o dia mais também só uma palavra tua, quebra meu mundo em pedaços. E quando eu deito na cama, e tento entender mais uma vez o que aconteceu com a gente, fico suplicando em sonhos, aquele futuro que você me prometeu. Eu sinto tudo em volta desabar, quando eu vejo que nossas promessas, nossos planos pertencem agora á aquela que tomou o meu lugar. Nunca fui muito boa nessas histórias, mais eu era boa em amar você. E agora me custa desaprender isso, me diz; se nosso amor era eterno, cade o meu final feliz?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Naquela tarde.

Estava calada por que a tua presença fazia com que eu ficasse sem saber o que dizer ou fazer. Os meus olhos brilhavam como se fosse uma criança que visse um brinquedo novo, o meu coração batia mil á hora, eu tremia da cabeça aos pés e dos pés á cabeça; não sabia exatamente o que se estava a passar comigo naquele instante, naquele sitio, naquele momento. Várias perguntas me ocorreram á cabeça, várias, mas todas sem resposta possível.
Vi-te levantar da mesa e ires para um sitio sozinho, algém me faz sinal com a cabeça para ir ao seu encontro, eu exitei ao primeiro instante, achei que não estaria a ser correta, mas esse alguem continuou a insistir e fez-me sinal novamente, eu levantei e fui até ele. Disse para que se sentasse numa mesa comigo, e assi ele fez. O meu coração começava a bater mais forte ainda, cada vez mais eu sentia as minhas pernas bambear, sentia-me bem, mas me sentia ainda mais nervosa, parecia que as palavras não me saiam da boca e que eu não sabia o que dizer ao certo, não conseguia construir uma frase e dizer-lhe o que tinha realmente a dizer, não conseguia construir uma frase e dizer-lhe, me senti paralisada e você me olhava sem entender e eu ainda buscava palavras dentro de mim para dizer-te. Aquela tarde passada perto de ti só me fez perceber que o que sentia por ti ainda nao tinha passado completamente, e que eu simplesmente nao te tinha apagado da minha vida, mas sim eu sei que tinha que te excluir dela, só que nao conseguia. Tivemos uma longa conversa, não sei se você aprendeste alguma coisa com o que te disse, ou se aprendeste a ver de quem gosta, mas eu soube, soube que meu coração ainda bate muito forte por ti, só que nao me colocaria a sofrer novamente.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Sua ausência

Sua partida doeu por dentro e por fora e eu sentia como se meus musculos estivessem se comprimindo e eu, esmagadamente, ficando menor e mais frágil. Eu podia ver tudo ao meu redor. Podia ouvir as pessoas chorando e conversando em busca de consolo. Eu via e ouvia tudo, mas nao conseguia assimilar absolutamente nada. Meus músculos me eram mais importantes que qualquer coisa vista ou escutada. Eu só queria sentir. Talvez sentir era o unico verbo que me deixava mais próxima de você, e havia a sua falta, mais uma falta para a minha vida. Mas essa era diferente, excruciante. Sua falta me pesava como o peso de todos os anos passado e os que ainda passariam. Incomodava-me como a falta de um pulmão. Sim! Um pulmão. Se me pusesse a reclamar a sua falta como seria como se estivesse perdido o meu coração, talvez eu estivesse morta naquele momento e não conseguisse perceber, mas não, eu tinha certeza de que estava viva, aliás, meio morta e meio viva, por que o fato de eu ter comparado a sua falta com a falta de um pulmão, é que eu não tinha partido de fato, mas, sem poder respirar, partiria em breve.