
Sem eu perceber, devagarinho ia nascendo uma nova pessoa dentro de mim. Na realidade, e mais uma espécie de libertação que eu estou vivendo. Fico enfim, livre de um relacionamento longo e confuso e isso faz eu ver a vida de forma diferente.
O curioso é que, por causa dessa mudança inconsciente, eu acabei me descobrindo gostando de um outro alguém. Embora tantas confusões na mente (que se pensar bem não seriam necessárias) e alguns outros contratempos que impossibilitaram de viver esse "romance", o novo sentimento que nasceu em mim fez-me um bem enorme.
Hoje sinto-me dividida entre aquela em que foi descoberta e a outra mais antiga. Estou numa espécie de conflito interno. Sei que meu novo "eu" é muito mais divertido, alegre, solto e espirituoso. Mas sei que o antigo tem algumas qualidades, apesar de nos últimos tempos estar desiludido e desanimado.
Encontro-me assim, em uma fase de descobertas, de autoconhecimento, de introspecção... Penso, reflito, analiso, mas difícil sair conclusões. Como diria Calvin (meu amigo) em uma de suas conversas: "Eu gostava mais das coisas quando eu não as entendia!". Parece que no momento em que entendi o que se passava comigo, foi que me senti mais confusa e desorientada. Cabe a mim agora orientar-me, achar-me. Talvez me torne uma terceira pessoa, misto dos outros dois "eus", antigo e novo, só não posso me deixar esquecer.
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A adolescência é a época das descobertas. Não deixe que isso a assuste. É normal, já que é a fase de amadurecimento pra vida.
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