sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Sua ausência

Sua partida doeu por dentro e por fora e eu sentia como se meus musculos estivessem se comprimindo e eu, esmagadamente, ficando menor e mais frágil. Eu podia ver tudo ao meu redor. Podia ouvir as pessoas chorando e conversando em busca de consolo. Eu via e ouvia tudo, mas nao conseguia assimilar absolutamente nada. Meus músculos me eram mais importantes que qualquer coisa vista ou escutada. Eu só queria sentir. Talvez sentir era o unico verbo que me deixava mais próxima de você, e havia a sua falta, mais uma falta para a minha vida. Mas essa era diferente, excruciante. Sua falta me pesava como o peso de todos os anos passado e os que ainda passariam. Incomodava-me como a falta de um pulmão. Sim! Um pulmão. Se me pusesse a reclamar a sua falta como seria como se estivesse perdido o meu coração, talvez eu estivesse morta naquele momento e não conseguisse perceber, mas não, eu tinha certeza de que estava viva, aliás, meio morta e meio viva, por que o fato de eu ter comparado a sua falta com a falta de um pulmão, é que eu não tinha partido de fato, mas, sem poder respirar, partiria em breve.

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